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A colheita dos favos de mel


Imagem: Pexels de Dazzle Jam

Segunda semana do ano e eu sinto que as coisas estão caminhando numa marcha mais lenta. Não quer dizer que não estamos produzindo, mas parece que começamos 2023 com mais presença no aqui e agora. A gente conseguiu desacelerar, não foi?


Quando pensei no tema para a coluna dessa semana (faço de conta que sempre tem um tema, mas eu vou escrevendo aleatoriamente e o tema aparece depois! Hahaha), eu tinha a intenção de falar sobre as coisas novas que escolhemos fazer quando iniciamos um novo ciclo. Mas aí, eu fui pega pela minha memória me lembrando que eu não escolhi algo novo para fazer agora. O movimento que está acontecendo comigo é de coisas plantadas no primeiro semestre do ano passado que estão se consolidando e agora é chegada a colheita. A sensação é de frescor novo!


Vou explicar: em abril do ano passado, eu comecei um processo tímido de envolvimento com meu interior. Minha gente! Quando escrevo coisas assim me dou conta que "sou toda natural, bonita pra caramba!", pegaram a referência? Hahaha! Pois então, depois de oito meses, estou assistindo o meu próprio florescer nos projetos íntimos que iniciei lá atrás. E ali eu não sabia. Não havia um projeto de continuidade, mas a coisa toda fluiu, sem que eu percebesse enquanto vivia. Sabe como é?


O que eu consigo extrair como aprendizado é que a gente precisa dar um jeito de começar qualquer empreitada na hora que sentir o chamado. Não adianta muito alguém tentar te levar, "o tal do chamado" é único e intransferível! Mesmo que alguém aponte o caminho, indique um momento, você só vai fazer a trilha quando sentir que pode mesmo. Então vá! Comece qualquer coisa que você precisar, contando apenas o que você tem nas mãos na hora. Vai parecer bem católico o que eu vou dizer, mas eu sou uma mulher de fé. Eu realmente acredito nisso. "Coloque o pé e Deus coloca o chão". Já ouvi essa frase em diferentes momentos e já comprovei sua veracidade! Hahahaha


Ah Lugana, mas não era de candomblé você? Sim, sou de axé, do dendê, do milho branco, do tarot, das lunações, signos, astros e tanto mais. Sou uma jovem mística, gente! É essa a crença que me mantém de pé quando a concretude da vida me faz questionar o invisível.


Você pode não acreditar em nada disso, mas não pode duvidar de você mesmo. Então vamos nessa que o ano começou, com paciência e parcimônia!

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