



Manifesto - Palavra de Mulher Preta | 2ª Temporada
Palavra de Mulher Preta nasce do desejo de ampliar os modos de circulação da literatura escrita por mulheres negras, levando essas vozes para outros formatos e alcançando públicos cada vez mais diversos.
Na primeira temporada, o projeto se dedicou a ouvir. Ouvir as escritoras, suas trajetórias, suas biografias atravessadas pela palavra escrita. Cada episódio foi um gesto de aproximação entre vida e obra, apresentando autoras e livros como parte de um arquivo vivo de experiências, lutas, afetos e pensamentos.
Mas a palavra não permanece parada.
Aquilo que foi escutado começou a pedir outros corpos, outros tempos e outras formas de existir no mundo. A palavra, antes impressa na página, passou a pulsar na fala, no gesto, no trabalho cotidiano, na experiência vivida.
A segunda temporada nasce desse deslocamento.
Agora, PMP amplia seu campo de escuta ao convidar mulheres negras de diferentes áreas — artes, educação, psicologia, moda, dança, audiovisual, cura, comunicação e pesquisa — para conversas profundas sobre suas trajetórias, práticas e modos de existir no mundo.
A literatura de mulheres negras permanece como presença viva: não como explicação, mas como ressonância. Entre uma fala e outra, ela aparece como pausa, interlúdio e espelho possível — lembrando que toda palavra carrega memória e toda memória pode se transformar em ação.
Cada episódio se constrói como um território de encontro onde experiência, pensamento e criação se entrelaçam. Um espaço onde não se busca fechar sentidos, mas abrir caminhos.
Se antes escutávamos quem escreve, agora escutamos como se escreve o mundo.
Com o corpo.
Com o trabalho.
Com o cuidado.
Com a permanência.
Com o sonho.
Palavra de Mulher Preta segue, assim, em movimento: da escuta da escrita à inscrição da palavra como gesto político, poético e vital.
Um espaço onde a escuta se torna método, a palavra se torna ação e a literatura permanece como presença viva que acompanha, atravessa e expande os sentidos.
Videocast
📍 Palavra de Mulher Preta foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano III, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal.
